O filme por trás do Filme

Postado por Olimpio em julho 20, 2009  |  Nenhum Comentário

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Amigos do CWBZG.

Muito além do making of (o termo inglês que traduz o “fazer” de um filme), o título desta postagem remete para a verdadeira operação de guerra que é uma produção de longa-metragem. Principalmente quando, a exemplo do Curitiba Zero Grau, ela usa a película fotossensível – o filme 35mm – como suporte para registro das imagens e do som.

A parafernália de maquinaria e luz, os recursos técnicos de apoio, a logística de transporte, alimentação e hospedagem, o atendimento de saúde e outros inúmeros detalhes são, a rigor, a base indispensável para o bom andamento das filmagens; configurando uma estrutura confiável para a Equipe e o Elenco.

Orçamentos de filmes brasileiros, guardadas as diferenças extremas entre produções no Rio e em S. Paulo e as realizadas aqui, ainda são minimalistas se comparados aos do mercado internacional. Cachês, verbas de apoio e serviços, custos de produção e logística; tudo é bem mais restrito e racionalizado. Permutas, acordos e merchandising costumam “salvar” situações com criatividade e superação.

Por isso, não se sustenta a crítica de quem vê nas leis de fomento ao cinema nacional uma suposta “canja” governamental aos cineastas. Sem essas leis, estaríamos bem mais impossibilitados de fazer frente à avalanche de filmes da grande detentora do audiovisual mundial: a dos Estados Unidos. E, por que precisamos fazer isso (dirão os que pensam o cinema apenas como entretenimento)?… Porque um povo sem uma cinematografia própria é um povo amputado de boa parte da sua identidade cultural. E um povo sem cultura própria jamais será uma nação.

Daí, que o “filme por trás do Filme” é apenas um capítulo dessa saga que é o fazer cinematográfico no Brasil. O nosso olhar-cinema, com todas as suas precariedades e obstáculos, com sua dificuldade crônica de chegar até seu público, com as inúmeras desvantagens de espaço e divulgação nas salas de exibição do País, sempre foi e será um ambiente de resistência à perda dos valores culturais da nossa Nação emergente.

Abraços esperançosos, até já!

J. Olímpio

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